| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Falconiformes |
| Família: | Falconidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Caracarinae |
| d'Orbigny, 1837 | |
| Espécie: | D. ater |
O gavião-de-anta é um falconiforme da família Falconidae.
É conhecido também como caracara-í, ka-ka-zi e kai-a-nó-na (nomes indígenas, Mato Grosso), cã-cã (Amazonas) e cancão-de-anta.
Seu nome científico significa: do (grego) daptës = comedor, sanguessuga; e do (latim) ater = preto fosco. ⇒ (Ave) preta comedora ou (ave) sanguessuga preta.
Mede entre 41 e 47 centímetros de comprimento e apresenta envergadura entre 91 e 100 centímetros. O macho da espécie pesa cerca de 330 gramas e a fêmea entre 348 e 445 gramas (Márquez et al. 2005).
Apresenta asas e cauda longas e estreitas. A coloração geral é preta brilhante, exceto a base da cauda que apresenta uma banda branca. Face em grande parte apresentando pele nua de coloração alaranjada. Garganta amarela. O bico é curto, ligeiramente adunco e preto com a cera amarela. Íris marrom-avermelhada. Tarsos e pés amarelos.
Ambos os sexos apresentam plumagem semelhante (Bierregaard et al. 2017 em HBW).
O imaturo apresenta plumagem preto opaca, com leve coloração amarronzada nas asas e cauda. A face é amarela e não laranja como no adulto. As partes inferiores podem ser manchadas ou barradas. A base da cauda é branca, mas podem-se ver três ou quatro barras pretas nas penas da cauda. Os olhos são marrons e a pele nua do rosto é amarelada. O bico é pálido de coloração cinza-esverdeado.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017).
É onívoro, alimentando-se de carniça, larvas de besouros corta-pau, tanajuras, sapinhos e rãs, lagartos, cobras, filhotes de pássaros, pequenos mamíferos, peixes e carrapatos de antas e veados. O fato de se alimentar de animais mortos classifica-o como uma ave saprófaga oportunista. Gosta de frutos, como cocos de buriti e de dendê. Procura queimadas para alimentar-se de insetos e outros animais em fuga.
O ninho é construído em árvores, a uma altura considerável. Coloca de 2 a 3 ovos amarelados manchados de marrom (del Hoyo et al, 1994).
Comum em florestas de galeria, clareiras na mata e bordas de florestas, especialmente às margens de rios e lagos. Vive solitário, aos pares ou em grupos familiares de 3 a 5 indivíduos. Costuma pousar em praias de rios ou no alto de árvores próximas (Del Hoyo et al, 1994; Sick, 1997).
Toda a Amazônia brasileira e também das Guianas e Venezuela em direção sul até a Bolívia.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: